Identificação e Características do Objeto
Miniatura

Acervo
Acervos Transcestrais
Número de Tombo
163
Número de Registro
MUTHA.AH.AD.AT.DC.2024.0163
Objeto
Fotografia digital de fotografia analógica
Título
A beleza do início da transição
Autoria
Demétrio Campos
Identidade e Subjetivação
20 de Maio de 1996 (Demétrio Campos) | Afro-Indígena (Demétrio Campos) | Homem Transmasculino (Demétrio Campos) | Ivoni Campos: “Primeiro transmasculino quilombola do Brasil, pesquisei e não localizei outros” | Macaé/Rio de Janeiro (Demétrio Campos) | Quilombola (Demétrio Campos)
Descrição Intrínseca
Fotografia colorida. Sobre um fundo branco uma fotografia 3 x 4 cm de Demétrio Campos, uma pessoa transmasculina de cabelos black, com olhos castanhos, com maxilar bem acentuado e barba curta e descolorida. Ele usa uma regata branca.
Dimensões
899x1599 pixels
Material
Digital
Origem
Rios das Ostras/RJ
Procedência
Tamoios (Terra Indígena e Quilombola)/Cabo Frio/RJ
Observações
Não
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Ivoni Campos
Data de Aquisição
fevereiro 25, 2025
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações Contextuais
Descrição Extrínseca
“Essa imagem aí, se eu não me engano, foi de 2018. Se eu não me engano, Demétrio tava com 21 anos de idade. [...] Eu acho que a “Beleza do início da transição”, que aí foi o começo do início, né? Quando o Demétrio viu o corpo dele começar a tomar forma na transição, quando ele começou. Ele começou a transição dele cedo, mas a forma que o corpo dele começou a mudar foi a partir dessa idade, entendeu? Ele começou a ganhar músculo, começou a... a barba dele começou a crescer, entendeu? Ele se sentia lindo. [...] essa foto foi retirada pro serviço, pra um emprego de CLT. Foi ele mesmo que tirou. Nessas fotos, 3x4. [...] Precisou dele pra carteira de trabalho. [...] Então, Demétrio nasceu em Macaé, porque acho que era a única maternidade que tinha, a mais próxima, entendeu? Ele era o primeiro homem trans masculino quilombola do Brasil, eu acredito, porque eu sou de origem quilombola. Eu sou afro-indígena. Minha mãe é preta retinta e a família do meu pai é uma família de indígenas misturada com europeus. Infelizmente o Brasil, no processo de colonização, chegou a isso, entendeu? [...] Porque a menina fez uma entrevista comigo, eu não lembro onde foi mais ou menos, ela falou pra mim assim, “Ah, eu não posso colocar que ele era o primeiro homem trans masculino quilombola do Brasil.” Eu falei “Eu sei com certeza absoluta que o meu filho é o primeiro homem trans masculino quilombola do Brasil, porque eu sou uma mulher quilombola.”.[...] Primeiro transmasculino. Eu acredito, eu pesquisei muito e eu acredito que não tenha, entendeu? Eu já vi mulheres travestis, entendeu? Quilombolas, indígenas, mas homens transmasculinos, quilombolas no Brasil. Pesquisei e não achei. [...] Eu escolhi pela beleza. Uhum. Perfeito. Também que ele tá com o cabelinho cortadinho, bonitinho, entendeu?” (Ivoni Campos, Acervos Trancestrias, 2024)
Período
2018
Referências Bibliográficas
Não
Objetos Associados
MUTHA.AH.AD.AT.DC.2024.0162, MUTHA.AH.AD.AT.DC.2024.0164
Exposições
Não
Publicações
Não
Restauro
Não
Pesquisas
Pesquisa realizada pelo Museu Transgênero de História e Arte - Mutha para a construção das coleções pertencentes ao eixo temático Acervos Transcestrais, contemplada por meio do edital Funarte Retomada Ações Continuadas - Espaços Artísticos 2023.
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Registrado por
Mayara Lacal | Ian Habib | Mayara Lacal | Beatriz Falleiros
Data de Registro
fevereiro 19, 2025