Documento
Identificação e características do objeto:
Miniatura
Número de Tombo
197
Número de Registro
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0197
Objeto
Escultura em Vídeo Digital em 3D
Título
MUTHA III
Autoria
Ian Habib e Denu / Museu Transgênero de História e Arte
Identidade e Subjetivação
Corpos Transformacionais | Não-binariedade | transespécie | Transformação Corporal | Transpoiesis | Transquimerologia
Descrição intrínseca
O vídeo apresenta uma escultura digital modelada em 3D, composição minimalista com fundo cinza. No centro-esquerda, há uma silhueta preta de um inseto, girando lentamente, que se assemelha a um besouro ou uma barata, voltada para cima. Sua paleta de cores inclui tons suaves de roxo, marrom e cinza. O desenho do inseto é detalhado, com pernas visíveis, antenas longas e uma aparência ligeiramente abstrata, contrastando fortemente com o fundo liso. À direita do inseto, está a palavra “MUTHA” escrita em uma fonte em negrito em azul escuro, ligeiramente distorcida e pingando, parecendo grafite ou um efeito líquido.
Dimensões
1.920 x 1.080
Material
Digital
Origem
Belo Horizonte - Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte - Minas Gerais
Observações
Produzido parcialmente com o apoio do Edital Ocupação Memorial Minas Vale 2020.
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Ian Guimarães Habib
Data de Aquisição
setembro 26, 2020
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações contextuais
Descrição Extrínseca
O vídeo é parte da Primeira Identidade Visual do MUTHA, feita por ocasião do Sarau do Museu Transgênero de História e Arte, que ocorreu no Memorial Minas Vale, durante a pandemia de 2020. O vídeo não aparece no sarau, mas foi feito para difundir o museu ao público, para que então o Sarau fosse também difundido. O evento abriu o MUTHA ao público pela primeira vez. Apresentação do evento: ‘O Sarau do Museu Transgênero de História e Arte/Mutha pretende fundar o Mutha como espaço cultural de criação e manutenção de arquivo sobre História e Arte Trans do Brasil, através da apresentação de ensaios literários-acadêmicos, palestras-performances, poesias e trechos de obras históricas.’. A produção do Sarau foi um grande desafio, pois recebemos cerca de R$ 2.000, 00 (Dois mil reais) para produzir uma atividade no espaço, e convidamos 9 artistas, pagando também libras e os custos de produção, pesquisa, curadoria, webdesign e artes digitais para a visualidade do museu, além da própria edição do vídeo, já que a programação era virtual na pandemia. Este foi o primeiro edital cultural em que passei, e foi a primeira oportunidade de tirar do papel o MUTHA, que foi criado em 2018 no meu projeto de Mestrado, Corpos Transformacionais, na UFBA”. (Ian Guimarães Habib, Entrevista para o Acervo Mutha, 2025)
“Se o prefixo trans indica além de, Transespécie é um movimento de transformação corporal além-espécie. Transespécie é uma prece para a sobrevivência. Transespécie é ser outros corpos por meio da transmetamorfose, transmutação ou transubstanciação corporal transespecífica, ou seja, ser para além da unidade organizacional da espécie, por entre espécies ou através de espécies – ou, ainda, ser outras espécies. Transespécie pode indicar um movimento por entre diversas espécies ao longo do tempo. Isso significa que Transespécie está além da espécie, ou do que significa o limite das espécies, isto é, indica que a espécie em Transespécie não tem limite próprio. Transespécie questiona o limite específico, rompendo os limiares do humano e do mais-que-humano, do vivo e do mais-que-vivo, do animado e do mais-que-animado, do sexo e do gênero, da natureza e da cultura, do corpo e da alma, do exterior e do interior, do visível e do invisível, da literalidade e da figuração. Transespécie interpela também as produções de sentido sobre percepções de seres, abrangências e limitações de operação e aplicabilidade da espécie, exponencia avaliações ontocosmoepistemológicas da diferença e da riqueza espacial, fissura separabilidades entre realidades e irrealidades corporais e interroga a própria possibilidade de agrupamento de seres em distintos universos materiais e imateriais – morfológicos, genéticos, reprodutivos, ambientais, espaço-temporais, de fluxo. Se o limite dos agrupamentos de diferenças é interrogado, também o é a necessidade de suas conservações, hierarquizações, definições, comparações, localizações, inventariações e especificidades de reprodução e variabilidades que separam ou unem seres. Contudo, se Transespécie não se desprega completamente da espécie, é que ainda diz de maneiras de sobrevivência e relacionabilidade a partir da diferenciação corporal. Esses rompimentos que excedem as possibilidades humanas de produção de concepções de espécies permitem a fabulação de gêneros e mundos infinitos, da qual surgem aliens, divindades, criaturas mitológicas, monstros, feras, quimeras, espíritos, fantasmas, espectros ou entes invisíveis, figuras arqueológicas, híbridas, fantásticas, místicas, primordiais, celestes, submarinas, subterrâneas e outros seres possíveis e impossíveis – ou mais-que-possíveis.” (Habib, Corpos Transformacionais, 2021, p. 191-192, Ed. Hucitec)
Período
26 de setembro de 2020 - Inauguração Pública do MUTHA/7 de Dezembro de 2020 - Sarau MUTHA - Evento de Inauguração - Memorial Minas Vale
Referências Bibliográficas
HABIB, Ian Guimarães. Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021.
Objetos associados
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MUTHA.AD.AM.CM.2025.0244
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0245
Exposições
Não
Publicações
Não
Restauro
Não
Pesquisas
Não
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Observações
Não
Registrado por
Beatriz Falleiros | Ian Habib | Mayara Lacal | Arthur Mayan
Data de Registro
novembro 11, 2025