Identificação e características do objeto:
Miniatura
Número de Tombo
246
Número de Registro
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0246
Objeto
Escultura em Imagem Digital em 3D
Título
Transespécie/Transjardinagem
Autoria
Ian Habib e Denu / Museu Transgênero de História e Arte
Identidade e Subjetivação
Corpos Transformacionais | Não-binariedade | transespécie | Transformação Corporal | Transjardinagem | Transpoiesis | Transquimerologia
Descrição intrínseca
Escultura em Imagem Digital em 3D de fundo rosa. Acima desse plano de fundo, há no plano médio, acima do plano de fundo, figuras geométricas abstratas com detalhes esfumaçados verdes e amarelos, que parecem ser zooms esfumaçados da figura abstrata que se encontra no centro da imagem, no plano da frente e é da cor roxa. Essa figura abstrata parece criatura estilizada, com um centro e 5 extremidades, de cor lilás, ângulos agudos e um design semelhante a um inseto ou dragão. O objeto tem uma centro e 5 extremidades que se afinam na ponta, com uma aparência futurista e antenas na região que parece a cabeça. A figura sai de dentro de uma outra figura, que parece uma pedra com musgo, misturando-se a ela de maneira rizomática, com muitas linhas se misturando, sem começo nem fim, de modo que não se sabe onde uma linha termina e começa a outra linha, de modo que não se sabe onde começa a pedra com musgo e termina a outra figura lilás.
Dimensões
1.080 x 1.350 px
Material
Digital
Origem
Belo Horizonte - Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte - Minas Gerais
Observações
Realizada com o apoio financeiro do EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 03/2020 - Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Ian Guimarães Habib
Data de Aquisição
junho 1, 2021
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações contextuais
Descrição Extrínseca
“A escultura digital em 3D foi feita por ocasião da segunda ação de Inauguração do museu, na pandemia, em que o site do museu (www.mutha.com.br) foi aberto ao público, no Lançamento da Exposição Transespécie/Transjardinagem, com apoio do EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 03/2020 - Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia. Hoje a imagem está na capa do catálogo da exposição Transespécie/Transjardinagem (Publicado como ebook, Ed. O sexo da Palavra).” (Ian Guimarães Habib, Entrevista para o Acervo Mutha, 2025)
“Transjardinagem diz muito da paisagem temporal em ruínas na qual se inscreve a trajetória de produção desta exposição, que é por si mesma um arquivo vivo. Desejo propor um movimento de jardinagem partindo de paisagens corporais catastróficas. O jardim em um Transparaíso é uma das paisagens radicais da transformação corporal que proponho com o intuito de romper o pacto colonial na escrita de memórias. Caminhar, irrigar, capinar e existir em jardins-paraísos-catastróficos-tropicais. A produção de um jardim-paraíso combina, na coexistência entre presente, passado e futuro, movimentos climáticos, objetos abandonados, plantas curativas, ferramentas, horticultura multiespecífica e Transespecífica, cipós dispostos esculturalmente, caminhos que duram o tempo dos próprios passos, pederneiras, buracos, cascalhos, brotos, conchas, arbustos, troncos, rastros desenhados por humanos e mais-quehumanos, formações mágicas de pedras, e fluxos polinizadores, simbióticos ou invasivos. As imagens de jardins que se inscrevem sobre ruínas em regiões inóspitas foram as melhores alternativas que consegui criar como incentivos, ferramentas e alternativas à (re)escrita histórica sobre vivências corpo e gênero variantes no Brasil. Como se faz memória partindo da catástrofe?” (Habib, Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021, p. 224-225)
“Se o prefixo trans indica além de, Transespécie é um movimento de transformação corporal além-espécie. Transespécie é uma prece para a sobrevivência. Transespécie é ser outros corpos por meio da transmetamorfose, transmutação ou transubstanciação corporal transespecífica, ou seja, ser para além da unidade organizacional da espécie, por entre espécies ou através de espécies – ou, ainda, ser outras espécies. Transespécie pode indicar um movimento por entre diversas espécies ao longo do tempo. Isso significa que Transespécie está além da espécie, ou do que significa o limite das espécies, isto é, indica que a espécie em Transespécie não tem limite próprio. Transespécie questiona o limite específico, rompendo os limiares do humano e do mais-que-humano, do vivo e do mais-que-vivo, do animado e do mais-que-animado, do sexo e do gênero, da natureza e da cultura, do corpo e da alma, do exterior e do interior, do visível e do invisível, da literalidade e da figuração. Transespécie interpela também as produções de sentido sobre percepções de seres, abrangências e limitações de operação e aplicabilidade da espécie, exponencia avaliações ontocosmoepistemológicas da diferença e da riqueza espacial, fissura separabilidades entre realidades e irrealidades corporais e interroga a própria possibilidade de agrupamento de seres em distintos universos materiais e imateriais – morfológicos, genéticos, reprodutivos, ambientais, espaço-temporais, de fluxo. Se o limite dos agrupamentos de diferenças é interrogado, também o é a necessidade de suas conservações, hierarquizações, definições, comparações, localizações, inventariações e especificidades de reprodução e variabilidades que separam ou unem seres. Contudo, se Transespécie não se desprega completamente da espécie, é que ainda diz de maneiras de sobrevivência e relacionabilidade a partir da diferenciação corporal. Esses rompimentos que excedem as possibilidades humanas de produção de concepções de espécies permitem a fabulação de gêneros e mundos infinitos, da qual surgem aliens, divindades, criaturas mitológicas, monstros, feras, quimeras, espíritos, fantasmas, espectros ou entes invisíveis, figuras arqueológicas, híbridas, fantásticas, místicas, primordiais, celestes, submarinas, subterrâneas e outros seres possíveis e impossíveis – ou mais-que-possíveis.” (Habib, Corpos Transformacionais, 2021, p. 191-192, Ed. Hucitec)
Período
1 de Junho de 2021 - Segunda ação de Inauguração do museu, em que o site do museu foi aberto ao público, por ocasião do Lançamento da Exposição Transespécie/Transjardinagem.
Referências Bibliográficas
HABIB, Ian Guimarães. Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021.
Objetos associados
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0219
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0220
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0246
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MUTHA.AD.AM.CM.2025.0228
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0229
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0230
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MUTHA.AD.AM.CM.2025.0239
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0246
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0202
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0203
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0204
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0205
Exposições
A obra faz parte do conjunto de obras produzidas para inauguração do site do museu (www.mutha.com.br). A inauguração ocorreu com a exposição de abertura Transespécie/Transjardinagem, com apoio financeiro pelo EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 03/2020 - Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia.
Publicações
Não
Restauro
Não
Pesquisas
Não
Autorização de Uso
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Observações
Não
Registrado por
Beatriz Falleiros | Ian Habib | Mayara Lacal | Arthur Mayan
Data de Registro
novembro 12, 2025
