Identificação e características do objeto:
Miniatura
Número de Tombo
239
Número de Registro
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0239
Objeto
Escultura em Imagem Digital em 3D
Título
Transespécie XVII - Besouro I
Autoria
Ian Habib e Denu / Museu Transgênero de História e Arte
Identidade e Subjetivação
Corpos Transformacionais | Não-binariedade | transespécie | Transformação Corporal | Transjardinagem | Transpoiesis | Transquimerologia
Descrição intrínseca
A imagem é Escultura em Imagem Digital em 3D. No centro desta imagem há uma figura artística abstrata que lembra uma escultura de um besouro, uma flor ou da anatomia de um clitoris. Do tronco saem 4 extremidades finas, duas de cada lado apontando para baixo. Duas extremidades crescem para cima junto de uma única no espaço de onde seria uma cabeça. As extremidades que sairiam como as patas de um besouro são finas de cor cinza com algumas manchas azuis nas pontas, sendo o tronco cores sobrepostas em tons de azul, cinza, preto e vermelho. Esta figura está em cima de uma base preta quadrada. O fundo é transparente, com um padrão xadrez discreto, utilizado para indicar transparência em gráficos digitais.
Dimensões
2.000 x 2.000 px
Material
Digital
Origem
Belo Horizonte - Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte - Minas Gerais
Observações
Produzido parcialmente com o apoio do Edital Ocupação Memorial Minas Vale 2020.
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Ian Guimarães Habib
Data de Aquisição
setembro 26, 2020
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações contextuais
Descrição Extrínseca
“A imagem é parte da Primeira Identidade Visual do MUTHA, feita por ocasião do Sarau do Museu Transgênero de História e Arte, que ocorreu no Memorial Minas Vale, durante a pandemia de 2020. O evento abriu o MUTHA ao público pela primeira vez. Ela foi usada nas mídias sociais do museu e em designs de projetos. Apresentação do evento: ‘O Sarau do Museu Transgênero de História e Arte/Mutha pretende fundar o Mutha como espaço cultural de criação e manutenção de arquivo sobre História e Arte Trans do Brasil, através da apresentação de ensaios literários-acadêmicos, palestras-performances, poesias e trechos de obras históricas.’ . A produção do Sarau foi um grande desafio, pois recebemos cerca de R$ 2.000, 00 (Dois mil reais) para produzir uma atividade no espaço, e convidamos 9 artistas, pagando também libras e os custos de produção, pesquisa, curadoria, webdesign e artes digitais para a visualidade do museu, além da própria edição do vídeo, já que a programação era virtual na pandemia. Este foi o primeiro edital cultural em que passei, e foi a primeira oportunidade de tirar do papel o MUTHA, que foi criado em 2018 no meu projeto de Mestrado, Corpos Transformacionais, na UFBA”. (Ian Guimarães Habib, Entrevista para o Acervo Mutha, 2025)
“Se o prefixo trans indica além de, Transespécie é um movimento de transformação corporal além-espécie. Transespécie é uma prece para a sobrevivência. Transespécie é ser outros corpos por meio da transmetamorfose, transmutação ou transubstanciação corporal transespecífica, ou seja, ser para além da unidade organizacional da espécie, por entre espécies ou através de espécies – ou, ainda, ser outras espécies. Transespécie pode indicar um movimento por entre diversas espécies ao longo do tempo. Isso significa que Transespécie está além da espécie, ou do que significa o limite das espécies, isto é, indica que a espécie em Transespécie não tem limite próprio. Transespécie questiona o limite específico, rompendo os limiares do humano e do mais-que-humano, do vivo e do mais-que-vivo, do animado e do mais-que-animado, do sexo e do gênero, da natureza e da cultura, do corpo e da alma, do exterior e do interior, do visível e do invisível, da literalidade e da figuração. Transespécie interpela também as produções de sentido sobre percepções de seres, abrangências e limitações de operação e aplicabilidade da espécie, exponencia avaliações ontocosmoepistemológicas da diferença e da riqueza espacial, fissura separabilidades entre realidades e irrealidades corporais e interroga a própria possibilidade de agrupamento de seres em distintos universos materiais e imateriais – morfológicos, genéticos, reprodutivos, ambientais, espaço-temporais, de fluxo. Se o limite dos agrupamentos de diferenças é interrogado, também o é a necessidade de suas conservações, hierarquizações, definições, comparações, localizações, inventariações e especificidades de reprodução e variabilidades que separam ou unem seres. Contudo, se Transespécie não se desprega completamente da espécie, é que ainda diz de maneiras de sobrevivência e relacionabilidade a partir da diferenciação corporal. Esses rompimentos que excedem as possibilidades humanas de produção de concepções de espécies permitem a fabulação de gêneros e mundos infinitos, da qual surgem aliens, divindades, criaturas mitológicas, monstros, feras, quimeras, espíritos, fantasmas, espectros ou entes invisíveis, figuras arqueológicas, híbridas, fantásticas, místicas, primordiais, celestes, submarinas, subterrâneas e outros seres possíveis e impossíveis – ou mais-que-possíveis.” (Habib, Corpos Transformacionais, 2021, p. 191-192, Ed. Hucitec)
Período
26 de setembro de 2020 - Inauguração Pública do MUTHA/7 de Dezembro de 2020 - Sarau MUTHA - Evento de Inauguração - Memorial Minas Vale
Referências Bibliográficas
HABIB, Ian Guimarães. Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021.
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MUTHA.AD.AM.CM.2025.0202
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0203
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0204
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0205
Exposições
Não
Publicações
Não
Restauro
Não
Pesquisas
Não
Autorização de Uso
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Observações
Não
Registrado por
Beatriz Falleiros | Ian Habib | Mayara Lacal | Arthur Mayan
Data de Registro
novembro 12, 2025
