Identificação e características do objeto:
Miniatura
Número de Tombo
212
Número de Registro
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0212
Objeto
Escultura em Imagem Digital em 3D
Título
Transquimerologia I
Autoria
Ian Habib e Denu / Museu Transgênero de História e Arte
Identidade e Subjetivação
Corpos Transformacionais | Não-binariedade | transespécie | Transformação Corporal | Transpoiesis | Transquimerologia
Descrição intrínseca
Esta imagem mostra uma escultura digital em 3D, apresentando um cactus quimérico repleto de espinhos, uma coleção de formas orgânicas e arredondadas cobertas por um gradiente de cores vibrantes, como verde e vermelho - há regiões com predominância de cada uma das cores, e regiões onde elas se fundem. Ao redor e integradas às formas, há inúmeras flores brilhantes em tons de vermelho-alaranjado com centros intrincados em rosa e amarelo. As flores aparecem agrupadas sobre as superfícies das formas curvas, criando um contraste marcante entre as texturas suaves das formas e os detalhes intrincados das flores. O fundo é liso e cinza, o que destaca as cores vivas e as texturas do arranjo central, fazendo com que se destaque de forma proeminente. A arte evoca uma sensação de frescor, estranheza e vivacidade, através do uso de cores brilhantes e da interação harmoniosa entre elementos orgânicos e florais. O cactus flutua sobre o fundo, sem apoio, centralmente.
Dimensões
2.000 x 2.000
Material
Digital
Origem
Belo Horizonte - Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte - Minas Gerais
Observações
Realizada com o apoio financeiro do EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 03/2020 - Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Ian Guimarães Habib
Data de Aquisição
junho 1, 2021
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações contextuais
Performance
“Escolha um ponto no cactus quimérico. Como ele é?”
(Habib, Transquimerologia, 2026, Tese de Doutorado, UFBA, no prelo)
Descrição Extrínseca
“A escultura digital em 3D está hoje no Arquivo Artístico de Dados, uma tecnologia de arquivo que funciona como banco de empregabilidade e conectividade. Ele foi feito por ocasião da segunda ação de Inauguração do museu, na pandemia, em que o site do museu (www.mutha.com.br) foi aberto ao público, no Lançamento da Exposição Transespécie/Transjardinagem, com apoio do EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 03/2020 - Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia.” (Ian Guimarães Habib, Entrevista para o Acervo Mutha, 2025)
Sobre o cactus, se escolho um ponto no cactus quimérico:
“Ele é verde.
Escolha outro ponto.
Ele é vermelho.
Escolha outro.
Um espinho.
Outro.
Uma flor.
Mas cada um desses pontos é todos os outros simultaneamente, já que ele é geneticamente uma quimera. Necessariamente, ele não será nem apenas vermelho e nem apenas verde, nem apenas flor e nem apenas espinho, ele será simultaneamente todos os pontos, já que cada ponto é constituído pela produção de todos os outros pontos simultaneamente.”“A Transquimerologia é o estudo dos estados quiméricos, uma forma de grafar os processos de ser outros corpos, de grafar a transformação corporal. Se em um rizoma conecta pontos quaisquer e seus traços não remetem necessariamente a traços de igual natureza, o quimérico faz com que um ponto seja outros, de forma que cada locus escolhido seja ao menos mais de um ponto, e seus traços nunca remetem a traços de igual natureza.” (Habib, Transquimerologia, 2026, Tese de Doutorado, UFBA, no prelo
“A Transquimerologia é o estudo dos estados quiméricos, uma forma de grafar os processos de ser outros corpos, de grafar a transformação corporal. Se em um rizoma conecta pontos quaisquer e seus traços não remetem necessariamente a traços de igual natureza, o quimérico faz com que um ponto seja outros, de forma que cada locus escolhido seja ao menos mais de um ponto, e seus traços nunca remetem a traços de igual natureza. (...) O rizoma abarca regimes de diferentes signos e estados de não-signos, o quimérico não só o faz como também torna por vezes indistinguível um signo do outro. O quimérico não se basta ao Uno ou ao múltiplo que dele deriva ou que a ele se acrescenta, mas tampouco estaca no múltiplo. Ele não é feito nem de unidades, nem de direções movediças – que presumem no mínimo dois pontos –, mas de desorientações em que pontos que são outros pontos movem-se por grafias infinitamente mutáveis. Ele não tem começo nem fim nem um meio, seu centro são todos os lugares. Ele não cresce em proporção aritmética, mas em progressões geométricas. Ou a-geométricas. Ele constitui exponentes a n dimensões, sem sujeito e sem objeto, em plano de inconsistência (nn) em sistema complexo. A potencialidade ao variar a-dimensionamente não muda de natureza nela mesma, porque não há sequer ela mesma e porque a potenciação em ser outros corpos implica contágio transformacional. Diferente de uma estrutura composta por posições localizáveis e comunicações binárias entre estas, mas extrapolando também as linhas rizomáticas e suas dimensões, o quimérico é feito de linhas de pontos que são outros pontos, multiplicação de linhas, linhas que são outras linhas – linhas de translação, hibridação, fagocitose, recombinação, transfusão, transplante, transgenia, sendo todas elas linhas de fuga em que a potencialidade se metamorfoseia. O quimérico não é arborescente, já que não procede por reprodução externa ou interna, mas não é apenas rizomático. O quimérico é uma antigenealogia, mas também uma antitransgenealogia. Sua memória são tempos coexistentes. O quimérico procede pelo acaso, pela transmissão, pela variação e pelo contágio. Contrário ao decalque, mas também aos mapas – como grafar por produção, conexão e modificação um corpo mutante, com tantas entradas e saídas? O quimérico são epistemes de estados corporais em transformação, e por isso é oposto à produção de localização. A-centrado, a-significante e a-hieráquico em potência. O que está em questão no quimérico é o que significa ser humano, em um mundo Transespécie – euoutro, animalvegetal, humanonãohumano. Devires exponenciais. O espaço está em todo lugar, sem início nem fim, mas também sem meio. Uma quimera é feita de espaço. Há movimento: intensidade, vibração, desorientação, contágio. Há imanência transcendente.” (HABIB, Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021, p. 40)
Período
26 de setembro de 2020 - Inauguração Pública do MUTHA/7 de Dezembro de 2020 - Sarau MUTHA - Evento de Inauguração - Memorial Minas Vale
Referências Bibliográficas
HABIB, Ian Guimarães. Corpos Transformacionais: a transformação corporal nas artes da cena. São Paulo, Ed. Hucitec, 2021.
Objetos associados
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0211
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0212
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0213
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0214
MUTHA.AD.AM.CM.2025.0215
Exposições
A obra faz parte do conjunto de obras produzidas para inauguração do site do museu (www.mutha.com.br). A inauguração ocorreu com a exposição de abertura Transespécie/Transjardinagem, com apoio financeiro pelo EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA Nº 03/2020 - Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 - Premiação Aldir Blanc Bahia.
Publicações
Não
Restauro
Não
Pesquisas
Não
Autorização de Uso
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Observações
Não
Registrado por
Beatriz Falleiros | Ian Habib | Mayara Lacal | Arthur Mayan
Data de Registro
novembro 12, 2025
