Identificação e Características do Objeto
Miniatura

Acervo
Acervos Transcestrais
Número de Tombo
100
Número de Registro
MUTHA.AH.AD.AT.AL.2024.0100
Objeto
Fotografia
Título
Bendito é o fruto entre as travestis
Autoria
Desconhecida
Identidade e Subjetivação
03/05/1991 (Jomaka) | Belo Horizonte (Jomaka) | Intersexo (Jomaka) | Transmasculine (Jomaka)
Descrição Intríseca
A imagem é uma fotografia colorida. Quatro pessoas estão sentadas posando para a fotografia. Da esquerda para direita, Lorena Maria, uma travesti de pele clara, loira de cabelos cacheados na altura dos ombros, usa um óculos escuro de lentes marrom e sorri. Ela usa uma camiseta amarela e uma saia também amarela com listras horizontais brancas. Em sua mão esquerda ela segura uma bolsa, ela está sentada no colo de Jomaka, um jovem branco, ele usa um boné preto e óculos de sol com lentes claras, camiseta branca com uma estampa preta e branca. Ao lado, Anyky Lima, uma senhora branca mais velha também sentada, de cabelos grisalhos, óculos escuros de hastes vermelhas e lente preta, olha pro lado sua boca está aberta como quem fala algo em voz alta, ela segura um leque vermelho com escrita oriental em letras brancas. Ao seu lado Jane Kelly, uma jovem senhora de pele clara, cabelos presos longos, branca, tem um óculos de sol apoiado na cabeça, ela sorri em direção a câmera. Ela usa um vestido com listras verticais preta e verde. Ao fundo de um bar, com pessoas sentadas em mesas de bar.
Dimensões
536x415
Material
Digital
Origem
Praça 7, Belo Horizonte/ Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte/ Minas Gerais
Observações
Não
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Jomaka
Data de Aquisição
outubro 15, 2024
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações Contextuais
Descrição Extrínseca
“É a Lorena, a Anyky e a Jany Kelly. [...] Jany Kelly. Dois L's e um Y. Ela é mãe de santo lá de Ribeirão das Neves. Tá viva. [...] não. Isso aí foi na caminhada. Foi na segunda caminhada de BH. Trans de BH. [...] Na verdade, eu produzi a primeira. A segunda, a gente já virou coletivo, né? Que é o Mova T. Mas eu era responsável pela caminhada. [...] Nossa, peraí. Isso aí foi em 2018. Janeiro de 2018. [...] Eu tinha 26 anos. [...] Isso é ali do lado daquele McDonald's ali na Praça 7, que era onde a gente fazia concentração. [...] Concentração para a caminhada. [...] Essa caminhada foi a que deu mais problema até hoje. Foi a segunda. Por quê? Porque a gente teve problema com o pessoal do Trio Elétrico, que prometeu o trio e não chegou com o trio. Então, a gente não teve tempo. A gente não teve apoio da polícia, da guarda, do bombeiro. A gente fez a caminhada da Praça 7 até a Praça da Liberdade sem escolta, no trânsito, no meio do trânsito. Foi um caos. Chegando lá no PDMG, ali na Rua da Bahia, quase na Praça da Liberdade, eu quase fui preso, porque a polícia parou a gente lá. E… Tava o Paulo Vaz também, que também quase foi preso. A Dalcira Ferrão também. E a gente tentando, porque a gente não tava com a liberação da via. Então, foi uma caminhada mais na tora assim, porque a documentação não tava muito... Na verdade, a gente fez, só que o pessoal não cumpriu com a escolta. Então, a polícia veio, né... De forma assim, violenta mesmo. Não chegou a agredir fisicamente, não, mas já com muita autoridade, falando para a gente dispersar, que não sei o quê. Aí gente tentando explicar e foi muito difícil. Foi muito difícil a gente conseguir chegar lá na Praça da Liberdade. [...] A Anyky... Ela não dava conta de caminhar esse tanto. Então, ela ficou na concentração e depois ela foi de carro com alguém, não sei quem foi, que levou ela. E ela parou lá já no final da caminhada. Ela não, não andou. [...] quando a gente chegou lá na praça, a polícia já tinha... A gente já tinha conseguido conversar e aí já não tava com polícia mais. E ela chegou lá primeiro que a gente. [...] Eu acho que essa caminhada não teve nenhuma fala. A gente só caminhou mesmo e colou uns cartazes lá no coreto. [...] Na concentração, a gente levou um monte de cartolina, canetinha e era parte da concentração a construção de cartazes. Aí cada pessoa podia fazer o seu, né? Então tinha desenhos, tinha frases, tinha... Era isso. Estava bem no início do movimento também e a gente estava ganhando experiência quanto coletivo. Foi o primeiro ano de MovaT. [...] ela não era assim. Não falava “Ah, sou do MovaT”. Mas ela já participou de reunião, ela foi em todas as caminhadas que pode ir ela foi. Enquanto ela tava viva, né? Assim, porque... É, não, não teve nenhuma caminhada que ela não foi. [...] A primeira tinha pouquíssimas pessoas. Se tivesse 30, eu acho que é até muito falar 30. [...] Porque esse ano aí também não foi só caminhada, foi a primeira semana da visibilidade. A gente começou a fazer uma semana de evento. [...] (Jomaka, Acervos Trancestrais, 2024)
Período
Janeiro de 2018
Referências Bibliográficas
Peças gráficas do Mova T
Exposições
Não
Publicações
Redes Sociais - Todas as pessoas na foto.
Restauro
Não
Pesquisas
Pesquisa realizada pelo Museu Transgênero de História e Arte - Mutha para a construção das coleções pertencentes ao eixo temático Acervos Transcestrais, contemplada por meio do edital Funarte Retomada Ações Continuadas - Espaços Artísticos 2023.
Autorização de Uso
Proibida a utilização total ou parcial desta fonte, em suas diversas formas, como printar imagens e textos, salvar, copiar, replicar, dentre outras. Apenas autorizada a divulgação de link de acesso e título. Para obter autorização para pesquisar, utilizar e citar o acervo do Arquivo Histórico do Museu Transgênero de História e Arte, você deve fazer login e passar pelo processo de cadastramento e aprovação.
Registrado por
Ian Habib | Mayara Lacal | Beatriz Falleiros
Data de Registro
fevereiro 20, 2025