Identificação e Características do Objeto
Miniatura
Acervo
Acervos Transcestrais
Número de Tombo
188
Número de Registro
MUTHA.AH.AD.AT.CF.2024.0188
Objeto
Fotografia Digital
Título
José Arimatéia de Carvalho da Silva (Cintura Fina) 05
Autoria
Desconhecida
Identidade e Subjetivação
Descrição Intrínseca
Retrato em preto e branco de Cintura Fina, uma pessoa com pele escura. Seu rosto é bem definido, com cabelos ondulados e pretos, sobrancelhas marcantes e olhos bem abertos que desviam da lente e olham para o lado direito da foto. Usa uma camisa branca. Ao fundo uma parede com um quadro com um mapa, onde é possível ler “rizonte”.
Dimensões
271x497 pixels
Material
Digital
Origem
Acervo do Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte, Minas Gerais
Observações
Não
Tipo de Aquisição
Transferência
Pessoa ex-proprietária
S.A. Estado de Minas
Data de Aquisição
dezembro 17, 2024
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações Contextuais
Descrição Extrínseca
“No dia 25 de março de 1955, o jornal O Globo publicou a seguinte nota:
Não gostou da aproximação
Cheios de gestos maneiros e olhares pesados, José de Arimatéia Carvalho (21 anos, Rua Visconde Duprat, 12) não gostou que dele e do amigo com quem conversava se aproximasse o estivador Aureliano José de Oliveira (Rua Bonfim, 501). Insultaram-nos e, por fim, feriram o estivador com uma lâmina de barbear.
- Isso não fica assim, não!
Afirmou a vítima, tomando rumo da Polícia e do H. P. S. Ontem, José de Arimatéia Carvalho se viu preso e remetido ao xadrez do 13° D. P. (O Globo, Rio de Janeiro, ano XXX, n. 8.858, 25/03/1955, p. 3.)
No mesmo dia, o Última Hora publicou também uma nota com imagem de Cintura Fina, que pode ser vista no encarte de imagens ao final do volume. Além de confirmar a residência da agressora no Mangue, na famosa região de meretrício do Rio, este jornal registrou o nome correto do estivador – Aurélio. Na sequência, um breve período de suspensão não esclarece se a agressora foi mantida presa preventivamente ou libertada. São possíveis dois cenários: 1. Cintura Fina foi libertada e voltou a cometer novo delito, pelo qual retornou à prisão. Face a isso, a polícia carioca contatou a belo-horizontina e promoveu sua transferência ao saber de mandado de prisão em aberto na capital mineira; 2. Cintura Fina foi mantida presa e recambiada para Belo Horizonte, após troca de informações com a polícia mineira.” (MORANDO, Luiz. Enverga, mas não quebra: Cintura Fina em Belo Horizonte. Belo Horizonte: O Sexo da Palavra, 2020.)
Período
08 de agosto de 1972
Referências Bibliográficas
Enverga, mas não quebra: Cintura Fina, de Luiz Morando (https://www.osexodapalavra.com/product-page/enverga-mas-n%C3%A3o-quebra-cintura-fina-em-belo-horizonte)
Exposições
Desconhecido
Publicações
Jornal Estado de Minas, página 14 , 1º Caderno.
Restauro
Não
Pesquisas
Pesquisa realizada pelo Museu Transgênero de História e Arte - Mutha para a construção das coleções pertencentes ao eixo temático Acervos Transcestrais, contemplada por meio do edital Funarte Retomada Ações Continuadas - Espaços Artísticos 2023
Autorização de Uso
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Data de Registro
fevereiro 20, 2025
Registrado por
Beatriz Falleiros | Ian Habib | Mayara Lacal
