Identificação e Características do Objeto
Miniatura
Acervo
Acervos Transcestrais
Número de Tombo
183
Número de Registro
MUTHA.AH.AD.AT.CF.2024.0183
Objeto
Fotografia Digitalizada
Título
José Arimatéia de Carvalho da Silva (Cintura Fina) 08
Autoria
Belo Horizonte, Minas Gerais
Identidade e Subjetivação
Descrição Intrínseca
Fotografia vertical em preto e branco de Cintura Fina de perfil. Uma pessoa de cabelos curtos, ondulados e pretos, com sobrancelhas espessas, nariz largo e lábios grossos, olha para baixo enquanto apoia o queixo em uma das mãos. O cotovelo repousa sobre uma superfície lisa. Veste uma blusa branca de mangas curtas. Ao fundo, há uma parede clara com uma moldura de quadro.
Dimensões
220x397 pixels
Material
Digital
Origem
Acervo do Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, Minas Gerais
Procedência
Belo Horizonte, Minas Gerais
Observações
Não
Tipo de Aquisição
Transferência
Pessoa ex-proprietária
S.A. Estado de Minas
Data de Aquisição
dezembro 17, 2024
Estado de Conservação
Bom
Classificação Etária
Livre
Informações Contextuais
Descrição Extrínseca
“É importante destacar a primeira referência como Cintura Fina se fez reconhecer socialmente, ainda em Fortaleza: Esther Williams, em homenagem à nadadora profissional convertida em atriz de Hollywood. No início dos anos 60, essa referência retornará, mas, a partir de 1954, o reconhecimento por diversos meios será feito apenas como Cintura Fina.
Outro elemento evidente que ressalta da passagem transcrita é o confronto entre um modelo de comportamento e o considerado desvio que se opõe a esse modelo. O próprio tratamento como ‘rapaz’ e ‘rapazinho’ faz contrastar um padrão esperado e a fuga a uma norma pelo rebaixamento do diminutivo, carregado de ironia. O cabelo glostorado, as unhas esmaltadas e as faces empoadas são índices que se somam para, de um lado, caracterizar a feminilidade desviante que não se consegue recalcar e, de outro lado, o estranhamento e a vergonha por parte daqueles que seguem o modelo masculino, heteronormativo. Aos olhos do repórter, o rebaixamento pelo diminutivo posiciona Cintura Fina em um lugar instável: nem masculino, nem feminino, de um ponto de vista; masculino e feminino ao mesmo tempo, algo da ordem do anormal, do monstruoso.” (MORANDO, Luiz. Enverga, mas não quebra: Cintura Fina em Belo Horizonte. Belo Horizonte: O Sexo da Palavra, 2020.)
Período
29 de junho de 1973
Referências Bibliográficas
Enverga, mas não quebra: Cintura Fina, de Luiz Morando (https://www.osexodapalavra.com/product-page/enverga-mas-n%C3%A3o-quebra-cintura-fina-em-belo-horizonte)
Exposições
Desconhecido
Publicações
Jornal Diário da Tarde, página 12.
Restauro
Não
Pesquisas
Pesquisa realizada pelo Museu Transgênero de História e Arte - Mutha para a construção das coleções pertencentes ao eixo temático Acervos Transcestrais, contemplada por meio do edital Funarte Retomada Ações Continuadas - Espaços Artísticos 2023.
Autorização de Uso
Proibida a utilização total ou parcial desta fonte, em suas diversas formas, como printar imagens e textos, salvar, copiar, replicar, dentre outras. Apenas autorizada a divulgação de link de acesso e título. Para obter autorização para pesquisar, utilizar e citar o acervo do Arquivo Histórico do Museu Transgênero de História e Arte, você deve fazer login e passar pelo processo de cadastramento e aprovação.
Data de Registro
fevereiro 20, 2025
Registrado por
Beatriz Falleiros | Mayara Lacal | Ian Habib
