Identificação e Características do Objeto
Miniatura

Número de Tombo
56
Número de Registro
MUTHA.AH.AD.AV.FG.2022.0056
Objeto
Fotografia analógica digitalizada
Título (principal)
A primeira bate-cabelo de Salvador
Autoria
Desconhecida. “Essa foto foi um... foi um fotógrafo do jornal A Tarde, ele levou a gente para um estúdio aqui.. aqui nos fundos do teatro do Castro Alves, do teatro, e aí tinha pego algumas pessoas para tirar uma foto.” (Fabiane Galvão, Arquivo Vivo, 2022)
Descrição Intrínseca
Foto analógica digitalizada. No canto inferior esquerdo, é possível ler “Lab Foto”. No canto inferior direito e superior direito, é possível ver duas marcas circulares de desgaste. Fabiane Galvão está de cabelos longos e avermelhados, fotografada de perfil, da cintura para cima e usa uma gargantilha no pescoço e um vestido brilhante de festa e sorri para a foto. A fotografia tem bordas brancas em todos os lados, no estilo Polaroid.
Dimensões
559 x 839 (152 KB)
Material
Digital
Origem
Salvador/Bahia
Procedência
Salvador/Bahia
Tipo de Aquisição
Doação
Pessoa ex-proprietária
Fabiane Galvão
Data de Aquisição
fevereiro 15, 2022
Estado de Conservação
Regular
Classificação Etária
Livre
Informações Contextuais
Descrição Extrínseca
“[...] aí já sou eu com esse cabelão maravilhoso que esse cabelo já está cortadinho mas é… quando alguém vê essa foto com esse cabelo, menina mas esse cabelo era seu mesmo, é meu e aí… [...] É eu tenho é... mas não tanto agora como tá aí nessa foto, mas é isso é questão também da... a genética também ao mesmo tempo que é favorável ela é cruel, e aí vai ao longo do tempo os fios vão ficando mais fraquinho... né vai, vai ficando quebradiço, também com muita química com muita coisa que a gente vai passando né, na cabeça pra poder repaginar a nossa imagem no palco isso aí vai estragando um pouquinho, mas é... esse cabelo realmente marcou. [...] não era assim como eu não sabia fazer a maquiagem direito eu fazia aquela coisa achando que estava tudo lindo e maravilhoso mas tava um, um olho pro norte outro pro sul e... e aí, a gente ia fazendo e aí o povo ia ia, como é gostando ia agradando o pessoal e ao longo do tempo a gente foi aperfeiçoando um pouquinho essas coisas… [...] Mas o meu cabelo da... na época, quando eu comecei a fazer show foi o que marcou. [...] Porque a primeira pessoa hoje, a gente fala né, bate cabelo né. [...] Mas a primeira pessoa a fazer esse tipo de... de movimento com cabelo, não de jeito que eu vejo aí algumas.. mas o movimento rotativo rodar mesmo, era eu, na época.[...] é incrível eu ainda tô viva pra tá, pra tá contando essa história. [...] A Rogéria ela, ela... ela ficou marcada porque, por aqueles longos cabelos loiros que ela jogava para um lado, jogava para o outro, né e... e... que que era o cartão dela, aquele cabelo lindo que ela sempre teve e eu tive a honra e o prazer de fazer um show junto com Rogéria, lá em Aracaju, né. E, é o meu cabelo na época era... era esse cabelão mais cheio ainda porque, na época era novinha e derrepentemente no momento que eu estava fazendo uma performance eu me agachei e comecei a rodar a cabeça. [...] E esse rodar a cabeça pronto, marcou, e foi na, nessa... nessa casa chamada Esquis. [...] E foi maravilhoso e aí foi, como é chamavam de... de ventilador né, que eu ficava rodando a cabeça [...] E hoje, e hoje, e hoje, você vê em São Paulo, você vê em tantos lugares aí o povo batendo cabelo, mas a primeira pessoa a fazer isso aqui em Salvador, não sei quem foi a primeira que fez isso em São Paulo ou nos outros lugares mas aqui foi eu, essa pessoa que está falando com você. [...] Pois é, O eterno bate cabelo. [...] Bate cabelo a gente tá viva!!! [...] Essa foto foi um... foi um fotógrafo do jornal A Tarde, ele levou a gente para um estúdio aqui.. aqui nos fundos do teatro do Castro Alves, do teatro, e aí tinha pego algumas pessoas para tirar uma foto. [...] Eu não sei se ele publicou no jornal, ele tirou a foto e depois me deu essa cópia. [...] É porque ele pegou algumas meninas pra tirar foto, porque estavam algumas meninas montadas com aquele brilho com aquela coisa, aí chamou a gente a gente foi lá tirou a foto, e aí ficou de me retribuir… [...] Algumas pessoas que ele pegou na rua que estavam montada aqui, no.. no circuito aqui da festa e aí levou pra tirar as fotos. [...] Salvador, foi na parada gay essa foto aí. [...] não tem muito tempo não, não tem muito tempo não viu, é uma , é uma foto… [...] Por sinal eu acho essa foto tão linda, tão bonita assim o... o... [...] A cor do cabelo... tá tão… bonito. [...] E tem gente que não acredita que esse cabelo é o meu viu?! é meu viu. [...] É eu trabalhava, sempre trabalhei né, como diarista. [...] Sempre, sempre.. é isso aí sempre foi paralelo ao meu dia a dia. [...] Ah foi um dia de sol, de alegria, de encontrar pessoas que eu não via há tempo, de abraçar amigos e... ser feliz por um... por umas horas...” (Fabiane Galvão, Arquivo Vivo, 2022)
Período
Década de 2000
Exposições
Exposição Museu de Arte Moderna da Bahia MAM - parceria com o Grupo Gay da Bahia GGB. Exposição virtual Arquivo Vivo no Museu Transgênero de História e Arte - Mutha, abertura 02 de março de 2022, longa duração, apoio do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão PABB) via Lei Aldir Blanc redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Restauro
Extensão “.jpeg” adicionada no arquivo bruto - responsável técnico Juno Nedel (14/09/20222)
Pesquisas
Pesquisa realizada pelo Museu Transgênero de História e Arte - Mutha para a construção da Exposição virtual Arquivo Vivo, apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura (Prêmio Cultura na Palma da Mão PABB) via Lei Aldir Blanc redirecionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. Pesquisa realizada pelo Museu Transgênero de História e Arte - MUTHA, para a construção das coleções e catalogação de itens do Arquivo Vivo/AHMUTHA (2022), apoio financeiro FUNDOELAS+ Edital Mulheres em Movimento 2021: fortalecendo a solidariedade e a confiança; EDITAL PROAC Nº 28/2021 – MUSEUS E ACERVOS/REFORMA/AMPLIAÇÃO/MODERNIZAÇÃO Governo do Estado de São Paulo através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Autorização de Uso
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Registrado por
Ian Habib | Juno Nedel | Mayara Lacal
Data de Registro
fevereiro 20, 2022
Tags
alegria | amizade | amizades | década de 2000 > anos 2000 | Aracaju | arte | arte cênica | arte da cena | artes | artes cênicas | artes da cena | atriz | atrizes | atuação | atuações | atuantes | bahia | bate cabelo | bate-cabelo | cabelo | cabelos | canto | cantos | concurso de fantasia | concurso de fantasia gay | dança | danças | década de 2000 | diarista | diversidade corporal | diversidade de corpo e gênero | diversidade de gênero | diversidades de corpos e gêneros | diversidades de gênero | dublagem | espetáculo | espetáculos | evento | eventos | expressão de gênero | expressões de gênero | felicidade | gênero dissidente | gêneros dissidentes | glamour | identidade | imagem no palco | lip sync | maquiagem | maquiagens | maquilagem | maquilagens | mulher trans | mulher transexual | mulher transgênera | mulher transgênero | mulheres trans | mulheres transexuais | mulheres transgêneras | mulheres transgêneros | nordeste | parada gay | performance | performances | performers | personagem | personagens | pessoa corpo e gênero diversa | pessoas corpo e gênero diversas | pioneirismo | público | públicos | Rogéria | salvador | show | shows | teatro do Castro Alves | técnica | técnicas | trabalho | transfeminilidade | transfeminina | transfemininas | transfeminine | transfeminino | transfemininos | transformismo | transformismo cênico | transformismos | transformista | transformistas | transgeneridade | transgeneridades | travestimento cênico | travestimentos cênicos | universo feminino | universos femininos | visualidade | visualidades | voz | vozes